Quando usar storytelling emocional no mandato de vereador?

Você já teve a sensação de fazer um trabalho incrível na Câmara, aprovar um projeto importante, divulgar nas redes sociais e… quase ninguém curtir ou comentar? Isso é frustrante, mas é muito comum. A verdade é que a população, na correria do dia a dia, raramente para para ler textos técnicos sobre leis ou requerimentos. É aqui que entra o storytelling emocional na comunicação do mandato.

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O nome pode parecer complicado ou “coisa de marqueteiro”, mas o conceito é simples: significa contar histórias que geram conexão. Em vez de falar apenas números, você fala de pessoas. Em vez de mostrar apenas o papel assinado, você mostra a vida que mudou por causa daquele papel. Para um vereador, saber usar a emoção na dose certa é a diferença entre ser visto como “mais um político” ou como alguém que realmente se importa com os moradores.

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Neste artigo, vamos explicar de forma prática quando e como você deve usar essa técnica para aproximar seu mandato das pessoas, ganhar confiança e construir uma reputação sólida.

Por que a emoção é tão importante na política?

Pense comigo: o que prende mais a sua atenção? Uma planilha de gastos ou um filme emocionante? O cérebro humano é programado para prestar atenção em histórias. Na política não é diferente. O eleitor não acorda pensando: “Gostaria de saber como o vereador votou na emenda 42”. Ele quer saber se o buraco da rua dele vai ser tapado ou se vai ter médico no posto de saúde.

Quando você usa o storytelling emocional, você traduz a burocracia do mandato para a linguagem dos sentimentos. Isso gera afinidade. E afinidade, quando bem trabalhada ao longo do tempo, vira voto e apoio popular.

Quando usar storytelling emocional no mandato

Não é todo dia e nem em toda postagem que você vai usar uma carga emocional forte. Se fizer isso sempre, pode parecer forçado ou “choroso” demais. O segredo é escolher os momentos certos. Veja abaixo as melhores situações para aplicar essa técnica:

1. Para mostrar o impacto real de uma obra ou lei

Esse é o uso mais poderoso. Digamos que você conseguiu a reforma de uma praça. Você tem dois caminhos:

  • Caminho chato: Postar a foto da obra com a legenda “Indicação nº 123 atendida. Reforma da praça concluída com sucesso”.
  • Caminho emocional: Gravar um vídeo conversando com a Dona Joana, uma idosa que mora em frente à praça há 30 anos e não tinha onde caminhar com segurança. Deixe ela contar como aquilo mudou a rotina dela.

Percebe a diferença? No segundo caso, você não está vendendo uma obra, está mostrando transformação de vida. Isso conecta.

2. Para explicar o “porquê” das suas lutas

Por que você defende a causa animal? Ou a educação? Ou o esporte? Em vez de apenas dizer que defende, conte uma história da sua vida que explique isso. Talvez você tenha estudado em escola pública e sabe as dificuldades que passou. Talvez tenha perdido um familiar por falta de atendimento médico e por isso luta pela saúde.

Compartilhar (com equilíbrio) suas próprias dores e superações humaniza sua figura. As pessoas passam a enxergar o ser humano por trás do cargo.

3. Quando você precisa furar a bolha da política

Muitas pessoas têm preconceito com política e nem olham postagens de vereadores. Histórias emocionantes quebram essa barreira. Um vídeo de resgate de um animal, uma homenagem a um professor querido da cidade ou uma história de superação de um morador local são conteúdos que as pessoas compartilham porque gostam, não porque é política.

Cuidado: o que NÃO fazer

O storytelling emocional é uma ferramenta poderosa, mas exige responsabilidade. Existe uma linha fina entre emocionar e manipular. Para não errar, siga estas regras:

  • Nunca invente: A internet descobre tudo. Se a história não for real, sua reputação acaba.
  • Não explore a dor alheia: Uma coisa é mostrar como você ajudou a resolver um problema. Outra é expor a miséria ou o sofrimento de alguém só para ganhar curtidas. Tenha respeito e empatia.
  • Não seja o herói solitário: A história deve ser sobre a população ou sobre a conquista coletiva. O vereador é o facilitador, não o “salvador da pátria”.

Organizando a comunicação do mandato

Saber contar histórias é apenas uma parte da comunicação de um vereador. Para que essas histórias cheguem às pessoas certas, você precisa ter um gabinete organizado, uma equipe alinhada e uma estratégia clara de atuação.

Muitos vereadores perdem oportunidades incríveis de conexão com a população porque estão desorganizados internamente. Se você quer profissionalizar seu mandato, desde a rotina do gabinete até a comunicação nas redes, recomendamos o curso Eu Vereador – Mandato.

É um treinamento completo da Academia Vitorino e Mendonça que ensina o passo a passo para um mandato de sucesso. Vale a pena conferir para não ficar “batendo cabeça” sozinho.

Para não esquecer

Agora que você entendeu a importância da emoção na comunicação, comece a praticar hoje mesmo. Aqui está um resumo para te guiar:

  1. Identifique personagens reais: Quem são as pessoas beneficiadas pelo seu trabalho?
  2. Fale a língua das pessoas: Troque termos técnicos por sentimentos e experiências de vida.
  3. Use vídeos e fotos: É mais fácil transmitir emoção vendo o rosto e ouvindo a voz das pessoas.
  4. Seja autêntico: As pessoas percebem quando a emoção é genuína.

Lembre-se: por trás de cada voto, existe uma pessoa com sonhos, medos e esperanças. Quando seu mandato toca o coração dessas pessoas, você deixa de ser apenas um político e se torna um representante de verdade.

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